quarta-feira, 24 de abril de 2013

... QuAnTo TeMpO ...


A muito tempo não passo nem escrevo por aqui. O motivo? Pra falar a verdade tenho algumas teorias. Sempre achei que era uma forma de desabafo, um refugio para os meus momentos tristes. Mas no final das contas não passa de registros de momentos que eu não quis deixar cair no esquecimento. Algumas coisas tenho certeza que eu deveria ter deixado...outras fiquei sem registrar apenas por medo, ou as vezes até mesmo por não saber por onde começar a escrever.
Tenho uma mania feia de deixar as coisas pra depois, e nessa minha mania de sempre deixar pra depois, fui me afastando daqui, de algumas coisas que eu gosto...de pessoas que preciso ver.
Mas a verdade é que tudo a nossa volta muda, as pessoas mudam e inevitavelmente nossa cabeça muda. Não me sinto mais responsável por juntar pessoas ao meu redor, por reunir meu bando de “amigos”. E pra falar a verdade, alguns se mostraram tão irreconhecíveis que nem sei mais se realmente são meus amigos.
As pessoas tem aquela mania idiota de achar que ceder é defeito. Pois é. Eu sempre fui a que cedia! Sempre quis mantê-los por perto, mesmo quando via que eram tão diferentes uns dos outros. Fui chata, insistente, persistente....e levei muito na cara até perceber que algumas pessoas infelizmente não valem a pena.
Como já disse, o tempo passa...as pessoas mudam...

terça-feira, 13 de novembro de 2012

...ReSPiRe...



Foram tantas vezes que me senti como João diante do Pé de feijão...que hoje já nem sinto tanto medo de altura assim. Já tentei fugir com os ovos de ouro, e acabei deixando caírem no meio do caminho por não conseguir carregá-los. Tropecei em meus próprios pés e quase me deixei capturar pelo gigante.
Foram diversas tentativas, todas falharam, mais obtive lições. Afinal quem não obteria?
Continuo duelando com gigantes por esse mundão a fora, mais hoje pareço saber bem em qual pé de feijão eu devo subir. E em meus próximos planos adoraria derrubar um gigante por dia, quem sabe eu ganhe uma medalha.
Estou aprendendo definitivamente que a vida é bela, que as pessoas podem sim ser felizes, que essa história de Plantar uma árvore, escrever um livro e ter um filho, realmente é a essência da felicidade.
Para alguns esse tipo de coisa pode até não fazer sentido, pode parecer terrivelmente clichê, porque sempre tem gente que acha que viemos de passagem, que não somos obrigados a fazer esforço algum.
Eu nunca pensei assim, sempre achei que existisse “Um porque? Um por onde? Um pra quem?”.
E nesses últimos dias ando me importando mais com o “Pra quem?”, afinal, enfim encontrei alguém pra quem devo direcionar meus sorrisos, dividir alegrias, contar tristezas, ser definitivamente eu mesma.
E a única coisa que quero de volta é que a pessoa continue respirando ao meu lado, por tempo indeterminado, sem cláusulas de rescisão ou multas penais....e todas essas outras baboseiras que as pessoas vivem colocando em nossa vida para dificultar nossa felicidade.

sábado, 6 de outubro de 2012

... SiGnificAdOs ...


Frejat diz que ouviu 50 receitas para esquecer... eu já ouvi mais de 100 pra viver.
Em nenhuma delas obtive sucesso, algumas queimavam no fogo alto, faltava tempero, ficava insossa. (nunca fui muito boa na cozinha mesmo).
Quando as coisas vão se acostumando a não dar certo, (por experiência própria) a gente vai se conformando com pouco, vai se tornando presidiário dos nossos próprias sentimento, das nossas palavras mal ditas (malditas).
A gente vai procurando significado pra tudo aquilo que a gente não consegue definir. Ou que a definição não seja assim tão agradável.
“O que mais me encanta nas pessoas é a capacidade que elas tem de enlouquecer”.
Tão fácil, simples assim, não conseguem achar significado para aquilo que não tem sentido na vida e deliram...transtornam.
Por essas e outra é que vale a pena abrir aspas e começar a definir as coisas que mais procuramos sentido na vida.
E sobre paixões, amor e conveniência, há quem diga que muito bem conhece, mas nem ao menos sabe o que de fato significa.
E como nada no mundo é absoluto, a gente pode se permiti descordar do Aurélio em alguns pontos:

PAIXÃO: Movimento impetuoso da alma para o bem ou para o mal. Diz-se particularmente do amor excessivo. (Minhas amigas costumam definir como: “sentimento ruim, devastador, que trás infelicidade por tempo INDETERMINADO”. Ou seja, qualquer coisa que reúna infelicidade e tempo indeterminado na mesma frase não pode ser algo bom).

AMOR: Afeição ACENTUADA de uma pessoa por outra. Grande amizade. Apego a coisas. Do verbo AMORAR. (Apego a coisas??? Fala sério até no Aurélio o “AMOR” leva desvantagem).

CONVENIENTE: Útil; proveitoso; vantajoso; interesse; descente. (Aspas para dizer que conheço diversas conveniências que se justificam pela INDECÊNCIA no sentido literal da palavra)

Pensando bem, o bom mesmo é viver sem se preocupar com os rótulos, com os significados, se permitir a ser o que quiser, mesmo que para isso tenha que aprender que o Aurélio nem sempre classifica certas as palavras.